Ambiente e Desenvolvimento

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Com as linhas de pesquisa Ecologia, Espaço e Problemas Socioambientais e Tecologia e Ambiente, o Mestrado em Ambiente e Desenvolvimento da UNIVATES pretende promover visão integrada e crítica da questão ambiental, em suas perspectivas históricas, econômicas, sociais e ecológicas, por meio do desenvolvimento e aplicação de tecnologias e metodologias voltadas à solução de problemas regionais ligados à área ambiental.


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    Wetlands construídos: proposição para o tratamento de efluentes sanitários em condições extremas
    (2025-04-01) Garcia, Lenin Domingues; Colares, Gustavo Stolzenberg; Konrad, Odorico; http://lattes.cnpq.br/9946679953072196; Lutterbeck, Carlos Alexandre; Machado, Ênio Leandro; Hoehne, Lucélia
    Os efluentes sanitários, assim como efluentes industriais, devem atender padrões de lançamento visando não comprometer a saúde pública e a manutenção do ambiente. Os Wetlands construídos são considerados alternativa ecologicamente sustentável para o tratamento de esgoto doméstico, dada sua capacidade de remover simultaneamente a carga orgânica e os nutrientes presentes nos efluentes a um custo financeiro diminuto se em comparação a estruturas convencionais, atendendo simultaneamente objetivos ambientais, sociais e econômicos. Um condomínio residencial, localizado no estado do Rio Grande do Sul, optou por tratar os efluentes gerados em sua atividade através de um sistema composto por Wetlands Construídos - estruturas baseadas em áreas alagadas encontradas na natureza, atuam como filtros biológicos plantados. O sistema é composto por três Wetlands de fluxo subsuperficial horizontal de superfície coberta por vegetação, principalmente taboa (Typha sp.) e copo de leite (Zantedeschia aethiopica). Posteriormente ao sistema de tratamento proposto, o efluente é direcionado para uma vala de infiltração no solo. O trabalho em questão buscou criar análise bibliométrica acerca da temática, além de avaliar o sistema composto por Wetlands Construídos a partir do levantamento de parâmetros de eficiência no tratamento de efluentes sanitários. Descreveu-se seu funcionamento, comportamento e potencial para desempenhar o tratamento dessas águas residuárias, principalmente, no cenário de enchente (evento extremo) que assolou a região em que está instalado, relacionando tais resultados às populações vegetais e fúngicas que habitam o sistema, bem como, sua resiliência frente aos cenários críticos presenciados, seu potencial de interação com o efluente e beneficiamento ao processo de remoção de poluentes. Os resultados confirmaram que o sistema logrou atingir padrões superiores aos parâmetros legais de qualidade para lançamento de efluentes tratados em águas superficiais - CONSEMA 355/2017 – e no solo - Portaria FEPAM 68/2019 - para vazões de até 200 m³/dia no estado do Rio Grande do Sul; como no caso da DBO5, DQO e Turbidez, que desempenharam eficiência de remoção média de e 54,52%, 53,08% e 62,83% respectivamente no período.
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    Em busca de um desenvolvimento sustentável adequado à America do Sul: análise a partir da teoria do Ius Constitutionale Commune
    (2025-02-20) Niedermayer, Guilherme Weiss; Giménez, Iraida Angelina; Turatti, Luciana; http://lattes.cnpq.br/5819588394882211; Cenci, Daniel Rubens; Rempel, Claudete; Fröhlich, Sandro
    A década de 1970 e as seguintes marcam o estabelecimento das discussões acerca do desenvolvimento sustentável na arena política internacional. Porém está longe de ser uma temática pacífica, desde sua formulação até efeitos mediatos e imediatos atuais, o conceito de desenvolvimento sustentável sofre questionamentos. Concomitantemente, a partir de diversos processos de redemocratização, muitas das constituições dos países da América do Sul foram promulgadas. Nesta conjuntura, ainda reforçou-se o movimento iniciado, sobretudo, no período após a Segunda Guerra Mundial, denominado Ius Constitutionale Commune - ICCAL. Para a América Latina, nota-se a figura da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) como importante indutora do ICCAL. Neste sentido, a partir da Opinião Consultiva 23 de 2017 e o caso Comunidades indígenas miembros de la Asociación Lhaka Honhat (Nuestra Tierra) vs. Argentina” de 2020, a CIDH lança olhares para o estabelecimento do direito humano ao ambiente equilibrado. Considerando a interação das três temáticas, esta pesquisa guia-se a partir do seguinte problema fundamental: é possível construir um conceito alternativo de desenvolvimento sustentável adequado ao contexto da América do Sul? Sendo possível, há conexão entre os princípios fundantes deste conceito e o Ius Constitutionale Commune? Para responder satisfatoriamente a extensa problemática, optou-se por diferentes procedimentos metodológicos em cadeia, ou seja, o resultado de um é importante para o procedimento seguinte. Sistematizado em um encadeamento de procedimentos, a presente pesquisa parte do método indutivo, de abordagem qualitativa, pesquisa exploratória com instrumentais técnicos de pesquisa bibliográfica e documental com coleta transversall e análise hermenêutica. Considera-se que há uma diferença significativa entre os preceitos fundantes de um desenvolvimento sustentável para a América do Sul e o discurso clássico de desenvolvimento sustentável. Esta diferença denota-se, especialmente, na análise da esfera ambiental da sustentabilidade e, pelo entendimento daquilo que se pretende por desenvolvimento sustentável, o qual impacta nas esferas social e econômica. Por sua vez, a CIDH está em um movimento de esverdeamento dos direitos humanos, ou seja, mais próximo do conceito clássico de desenvolvimento sustentável do que dos preceitos fundantes sul-americanos, ao passo que os textos constitucionais, salvo Bolívia e Equador, também estão em linha com o conceito clássico. Assim, percebe-se um terreno frutífero para a ICCAL ambiental na região, embora distante dos preceitos fundamentais aventados por este trabalho.
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    Notas sobre o habitar: um olhar acerca do lugar de morar e o espaço urbano no bairro Morro 25, no município de Lajeado, Rio Grande do Sul
    (2024-12) Maciel, Fernanda; Machado, Neli Teresinha Galarce; http://lattes.cnpq.br/6666207712034183; Weizenmann, Jamile Maria da Silva; Périco, Eduardo; Relly, Eduardo
    Este estudo tem como objetivo analisar o contexto histórico, urbano e ambiental do bairro Morro 25, situado no município de Lajeado, no Vale do Taquari, Rio Grande do Sul. A pesquisa parte da premissa de que o entendimento de um bairro periférico e das dinâmicas de morar de seus habitantes é fundamental para o reconhecimento das potencialidades e deficiências que impactam o desenvolvimento urbano e regional. O bairro Morro 25, inserido em um cenário de crescimento e transformação urbana, é caracterizado pela sua configuração espacial histórica e pelas particularidades de seu processo de ocupação. A pesquisa busca responder a questões centrais, como quem habita o bairro, como ocorreu a ocupação histórica do espaço, a conexão deste com os demais bairros da cidade, a percepção dos moradores sobre a sua vivência no local e sua integração com o município. Através da análise da morfologia urbana do bairro, que abrange desde os aspectos físicos da cidade até as relações socioculturais que moldam o ambiente, foram investigados os parâmetros técnicos e históricos da evolução do espaço urbano. A pesquisa também se propôs a traçar um perfil socioeconômico dos moradores e a refletir sobre os conceitos de morar, viver, abrigar, espaço, território, paisagem, lugar e territorialidade, a fim de compreender a dinâmica do morar sob a ótica dos habitantes. A partir de uma abordagem metodológica que incluiu pesquisa bibliográfica, entrevistas com moradores e lideranças locais, e análise dos dados obtidos, este estudo contribui para a compreensão da relação dos habitantes com seu bairro e as dificuldades e potencialidades percebidas na interação com a gestão pública e a cidade em geral. A pesquisa também aborda como os impactos ambientais e históricos influenciam a qualidade de vida dos moradores, especialmente após eventos adversos como as enchentes que afetaram a cidade em 2024. Neste contexto, destaca-se a relevância do protagonismo dos moradores do bairro Morro 25 para o desenvolvimento da pesquisa acadêmica, uma vez que suas vozes, experiências e percepções sobre o espaço urbano são fundamentais para a construção de um conhecimento mais completo e fiel à realidade local. Esta pesquisa valoriza o olhar dos sujeitos diretamente envolvidos com a transformação do bairro, permitindo que suas histórias e práticas sejam documentadas e compreendidas de maneira acadêmica. Além disso, contar a história do espaço e das pessoas que nele habitam tem um papel na promoção de um desenvolvimento urbano mais inclusivo e equitativo. Esse protagonismo é essencial para a construção da identidade do bairro e para a formulação de políticas públicas que atendam de maneira mais precisa às necessidades da comunidade, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 10 (Redução das Desigualdades) e o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis). Ao integrar as experiências locais no debate acadêmico, este estudo contribui para a criação de um espaço de reflexão que se alinha com a promoção da justiça social, sustentabilidade e o fortalecimento da cidadania.
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    A relação entre suicídio e condições ambientais rurais: percepção de profissionais da saúde
    (2024-02) Farias, Sidinei; Rempel, Claudete; http://lattes.cnpq.br/8340497822227462; Schwertner, Suzana Feldens; Catolin, Sirlei Favero; Turatti, Luciana
    O objetivo desta pesquisa foi de investigar os processos autodestrutivos encadeadores de suicídio no ambiente rural, considerando a exposição humana direta ou indireta aos agrotóxicos. O estudo com pesquisa quali-quanti, analisou os municípios catarinenses de Campo Alegre e São Bento do Sul, entre os anos de 2018 a 2022, utilizando-se de dados extraídos de boletins epidemiológicos e Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina sobre o panorama do suicídio e tentativas e suas relações com os agrotóxicos, outros produtos químicos e demais multifatorialidades. As diferenças etárias aliado ao sexo, a baixa escolarização e intoxicação exógena são fatores de riscos identificados. Entrevistou-se 78 profissionais da saúde, através de perguntas semiestruturadas, com resultados qualitativos discutidos a partir da análise de conteúdo em Bardin. Teceram-se categorias sobre as relações entre os problemas socioambientais e saúde, a exposição aos agrotóxicos e suas consequências, as identificações dos fatores de risco para o suicídio e o manejo de casos relacionados aos processos autodestrutivos. Constatou-se que problemas socioambientais, sobretudo os riscos ocupacionais, diabetes e hipertensão, impactos do meio social e tipos de poluição são fatores de risco à saúde, além da ocorrência de nocividades agudas e crônicas devido à exposição aos agrotóxicos. Os transtornos mentais, intoxicações com medicamentos, violência feminina e perfis de masculinidades estão associadas ao comportamento de tirar a própria vida. O manejo dos profissionais da saúde a respeito do acolhimento, avaliação, acompanhamento, práticas de prevenção e mediação dos Agentes Comunitários de Saúde são fatores de proteção humana verificados. Diferentes limitações são observadas no estudo, dentre elas a baixa notificação de intoxicação por agrotóxicos na microrregião e em outros municípios catarinenses. A pesquisa evidencia outras buscas para aprofundamentos e descobertas, ao considerar que há uma interação inesgotável entre fatores biológicos, demográficos, psicológicos, sociais, ambientais e culturais que incidem nos comportamentos autodestrutivos.
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    Formação ecosófica de educadores das infâncias: cartografias de reencontros com sementes criança
    (2024) Nunes, Patricia de Araujo; Mazzarino, Jane Márcia; http://lattes.cnpq.br/4570485590802043; Tiriba, Léa; Proença, Maria Alice; Marques, Rodrigo Müller
    A complexidade da formação dos educadores das infâncias é um aspecto fundamental para impulsionar - ou aprisionar - a vida nas escolas. Educadores implicados com suas subjetividades, com tempo e espaço para construir uma relação de afeto consigo mesmos, podem ter melhores condições de alcançar todas as linguagens das crianças. Contudo, em contextos de aceleração e homogeneização coletivos, que desconsideram as potencialidades das infâncias, os profissionais seguem sem a oportunidade de se conectar com sua natureza sensível para acolher as infâncias nas escolas e em si. Essa ruptura com a dimensão subjetiva do ser humano, de acordo com a perspectiva guattariana, está associada à fragmentação das três ecologias - subjetiva, social e ambiental, o que impulsiona a crise das relações e, no âmbito planetário, contribui para o colapso climático. Como possibilidade para favorecer a construção de relações mais sensíveis e respeitosas na escola, para que reverbere no plano macropolítico, investigamos um processo formativo que se dedica à integração das dimensões física, emocional, intelectual, cultural, natural e social. Destacamos dentre os objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), a meta de assegurar a todas as meninas e meninos o desenvolvimento integral na primeira infância, acesso a cuidados e à educação infantil de qualidade, que está em destaque no Objetivo 4 do documento. O objetivo desta pesquisa é investigar, por meio da cartografia, a integração entre a formação de educadoras das infâncias, a perspectiva ecosófica e o reencontro com sua semente criança. A pesquisa é qualitativa, de cunho bibliográfico e de campo. Para tanto, iniciamos com a Jornada Ecoar, processo de formação de educadores, seguimos com a observação no chão de uma escola pública de educação infantil e colhemos alguns dados relevantes sobre como estão distantes as práticas das educadoras com as crianças em relação aos seus desejos e intenções subjetivas. Na continuidade da pesquisa, aprofundamos os estudos bibliográficos, ao mesmo tempo que convidamos as educadoras para a escrita de suas histórias de vida e, na sequência, para uma entrevista individual acerca de sua narrativa. O método cartográfico inspira os registros e elaborações reflexivas ao longo do texto. Quanto à repercussão da formação da Jornada Ecoar no espaço de encontro entre educadoras e crianças, considerando-se as três dimensões da ecosofia, evidenciamos que mesmo que linda e sensível como está desenhada, pode ser instrumento para mais autoria de cada grupo de educadores, a partir das histórias de vida de cada um e pode abrir espaço e tempo para fazer emergir linhas de fuga, formas de resistir à pressão. Sobre ser educadora a partir das conexões com a sua semente criança, compreendemos que nem sempre esse encontro é prazeroso, e como é importante reconhecer as tantas emoções que compõem cada educadora, incluindo essa diversidade nos processos formativos. A busca pelo aprofundamento das relações entre a educadora- criança e a criança-estudante demonstrou que sem sentir sua voz de educadora ouvida, fica mais difícil o exercício da escuta sensível e empática para com sua semente criança e, consequentemente, para com os estudantes na escola. Enquanto não encontram no âmbito profissional espaço para pensar e refletir sobre sua prática, as educadoras seguem na missão quase mecânica de “controlar as crianças”. Enfim, neste estudo, compreendemos que a ecosofia contribui para a reinvenção da formação de educadores das infâncias por fazer emergir outras formas de interação dos sujeitos entre si e com o ambiente, apresentando outros caminhos para criação de novos territórios existenciais, integram multidimensionalidades, valorizando as relações consigo, com outros humanos e não humanos e contribuindo com um olhar mais cuidadoso e sensível para interação educador-aluno. Uma metodologia ecosófica amplia a compreensão do mundo como um lugar a ser protegido e pode, nesse sentido, conceber cada criança como um pequeno santuário.