A ESCRITA COMO ENSAIO E A FORMAÇÃO DOCENTE: CONTAR COM OUTROS(AS) E CONTAR A OUTROS(AS)
DOI:
https://doi.org/10.22410/issn.1983-0378.v47i1a2026.4541Palavras-chave:
experiência do pensar, ensaio, formação docenteResumo
O texto tematiza a escrita ensaística na formação docente, afirmando-a como modo de abertura a um tema-problema (conceito de educação e seus componentes), a um tempo (o presente como passado que ainda acontece e futuro já acontecendo) e a outros(as) pensamentos e modos de expressão. Escrever um ensaio exige estudo, pesquisa, diálogo, pensamento e exposição do sentido do que se aprende na própria formação. Tal perspectiva advém da leitura de autores como Georg Lukács, Theodor Adorno, Jorge Larrosa, Carlos Skliar e Pedro Duarte. O pressuposto é de que elaborar um ensaio é ensaiar, ou seja, é experiência do pensar e expressar o pensamento. A experiência do pensar, por sua vez, é concebida como encontro com o não pensado. Encontro que coloca o sujeito em atividade sobre si, de modo a criar e sedimentar saberes e valores que ficam à disposição para outras experiências e para experiências de outros(as). Tal concepção é exposta desde a leitura de autores como Yves Schwartz, Jorge Larrosa, Walter Kohan e Gilles Deleuze. Nesse plano conceitual, surge a ideia de que a escrita ensaística pode contribuir para a formação de uma docência que, dando vida ao que se ensina, é criada ao fazer no ensino com outros(as).
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