LÍNGUA E IDENTIDADE: O CRIOULO CABO-VERDIANO EM FOCO
DOI:
https://doi.org/10.22410/issn.1983-0378.v46i2a2025.4163Palavras-chave:
Cabo Verde, Crioulo Cabo-verdiano, Português, diversidade cultural, Identidade linguísticaResumo
Este artigo aborda a relação entre língua e identidade no contexto de Cabo Verde, analisando a coexistência entre a língua cabo-verdiana (o crioulo) e o português. Essas línguas refletem dinâmicas históricas, culturais e sociais marcadas pela colonização portuguesa, que consolidou o português como língua oficial, enquanto a língua cabo-verdiana permaneceu como língua materna da população. O objetivo principal é compreender como o crioulo contribui para a construção da identidade nacional, enfatizando sua relevância cultural e histórica. Entre os principais referenciais teóricos estão autores como Maurizzio Gnerre (2009), Stuart Hall (2006), Lélia Gonzalez (1984), Mário Lúcio Sousa (2021) e Manuel Veiga (2009a, 2009b), cujos estudos permitem explorar as relações de poder e resistência na convivência dessas línguas. O estudo é de natureza qualitativa, caráter descritivo e explicativo, com base em pesquisa bibliográfica e documental (Gil, 2017). Os resultados evidenciam a importância da língua cabo-verdiana como símbolo de resistência e pertencimento, em contraste com a hegemonia do português como idioma formal e educacional. Apesar dos avanços em sua valorização – como a criação do ALUPEC e o crescente apoio político –, o crioulo ainda enfrenta desafios para ser plenamente reconhecido como língua oficial. O estudo conclui que sua oficialização não apenas promoveria inclusão social, mas também fortaleceria a identidade cultural de Cabo Verde. A pesquisa contribui para reflexões sobre diversidade linguística e a importância de políticas que valorizem línguas maternas.
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