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A aula como criação: interfaces com a docência, o ensinar e o aprender
Coordenação: Angélica Vier Munhoz
Pesquisadores:
Angélica Vier Munhoz
Morgana Domênica Hattge
Suzana Feldes Schwertner
Cláudia Inê Horn
Fabiane Olegário
Órgãos Financiadores:
Fundação Vale do Taquari de Educação e Desenvolvimento - FUVATES
Resumo:
O Grupo de pesquisa Currículo, Espaço, Movimento (CEM/Univates), no seu primeiro projeto de pesquisa, desenvolvido de 2013 a 2016, com apoio do CNPq, teve como objetivo investigar o currículo em diferentes espaços escolares e não escolares e seus movimentos escolarizados e não escolarizados. Já no segundo projeto proposto, iniciado em 2017, vem buscando compreender e problematizar o modo como os espaços escolares e não escolares vêm produzindo práticas educativas e artísticas em meio aos processos de ensinar e aprender, contando com financiamento do CNPq e Fapergs. Nessa medida, o pensamento da Filosofia da Diferença, a partir dos autores Deleuze & Guattari e Foucault, entre outros, é tomado como aporte teórico da investigação. Por outra via, as discussões curriculares também se tornaram centrais e as teorizações curriculares pós-estruturalistas, propostas por pensadores brasileiros, como Sandra Corazza, Tomaz Tadeu, Alfredo Veiga-Neto, também foram fundamentais para a construção do plano conceitual-metodológico da pesquisa. Para tanto, toma como campo de investigação espaços escolares e espaços não escolares, mais especificamente, escolas e museus de arte - com os quais o Grupo CEM possui parceria. Desse modo, interessa, para o presente projeto de pesquisa, aproximar-se mais intensivamente das noções de ensino e de aprendizagem que permeiam os currículos de espaços escolares e não escolares, assim como pensar tais processos. Delineia-se, a partir das questões que seguem, o problema de pesquisa: como a aprendizagem e o ensino estão sendo pensadas nos espaços escolares e não escolares? De que modo os espaços escolares e não escolares produzem práticas educativas e artísticas, em meio aos processos de ensinar e aprender? De que modo o ensino e a aprendizagem se interconectam na produção de subjetividades? Partindo de um enfoque qualitativo genealógico e por meio de procedimentos exploratório-experimentais, busca-se acompanhar as atividades educativas e artísticas, oferecidas pelos espaços constituintes do campo empírico da pesquisa, buscando compreender suas lógicas de funcionamento e os modos como produzem suas relações, resistências, imobilidades e seus campos de experimentações. O Grupo CEM subdivide-se em três linhas de pesquisa: 1) GT1 – Aprendizagem, diferença e inclusão; GT2 – Aprendizagem, pensamento e criação; GT3 – Processos de subjetivação em práticas educativas e artísticas, de modo que cada uma integra pesquisadores e bolsistas em torno de estudos, investigações e produções acerca das temáticas. Cabe ainda destacar que o Grupo CEM está vinculado ao programa de Pós- Graduação em Ensino da Univates, ao projeto de extensão Pensamento Nômade e integra a Rede de Pesquisa Escrileituras da Diferença em Filosofia-Educação e a Rede de Investigação em Inclusão, Aprendizagem e Tecnologia em Educação (RIATTE).
Sub projetos
Coordenação: Angélica Vier Munhoz Pesquisador(a):
Angélica Vier Munhoz
Fontes Financiadoras:
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq
Resumo:
Com aprovação no Edital CNPq 08/2022, Bolsas de Produtividade em Pesquisa, iniciou-se o projeto “Palavras e coisas da escola: uma pesquisa arquivística”, cujo propósito consiste em produzir um arquivo digital público com papéis e documentos escolares institucionais que dizem da escola, mas também com papéis e documentos que enunciam a vida singular daqueles que passaram pelo currículo escolar. O projeto toma como referencial teórico-metodológico a noção de arquivo de Michel Foucault a partir de procedimentos analíticos que buscam operar com a massa documental reunida. Os documentos são doados digitalmente ou recolhidos por meio de brocantes (nome retirado das feiras de vendas de papéis velhos e outras quinquilharias, realizadas nos vilarejos franceses a partir do início do século XX). Os doadores assinam um termo de concessão e os dados sensíveis são ocultados. Passados dois anos do início do projeto, foram realizadas 18 brocantes em diversas cidades do RS e já há um arquivo de aproximadamente 1500 documentos escolares arquivados, catalogados e em processo de migração para um Dataverse. Esses documentos também se encontram em processo de análise e alguns resultados já estão divulgados. Com as enchentes que devastaram o RS, também foi criado um novo desdobramento do projeto, a partir da recolha das imagens das escolas afetadas pelas cheias, o qual já reuniu e catalogou 150 fotografias. O projeto, integrado ao Grupo de Pesquisa Currículo, Espaço, Movimento (CEM) e ao PPGEnsino/Univates, conta com a colaboração de pesquisadores parceiros de outras três universidades (UCS, UFRGS, UFPR e Unisinos). Pretende-se, por um lado, dar a ver o que foi produzido documentalmente pela escola a partir do início do século XX, por outro, compreender o que e de que modo o que foi produzido ainda reverbera no presente.
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq
Resumo:
A relação das infâncias com a creche e a pré-escola tem sido amplamente estudada por pesquisadores, professores e entidades. Porém, ao adentrarem à escola de Ensino Fundamental as crianças passam a integrar um contexto que na maior parte das vezes, ignora as necessidades das infâncias, atendendo aos apelos de uma educação mercadológica e marcada pela competitividade. Este projeto trata da relação que se estabelece entre as infâncias e a escola, buscando problematizar as práticas pedagógicas, os modos de ensinar e aprender, as formas como as diferenças são tratadas nos contextos vivenciados pelas crianças, estudantes do Ensino Fundamental. O problema central do estudo se expressa da seguinte forma: De que modo a cultura escolar é compreendida por crianças de 6 a 11 anos, estudantes do Ensino Fundamental, Anos Iniciais?A partir da escuta atenta e sensível espera-se perceber a compreensão das crianças acerca de como se dão as práticas pedagógicas, os processos de ensino e aprendizagem e a forma como a escolha acolhe as diferenças. A hipótese inicial é a de que as crianças têm muito a dizer quando um ambiente acolhedor se institui e que os seus ditos podem contribuir sobremaneira na problematização das práticas vigentes e na construção de modos outros de ser e estar na escola. Em projeto de pesquisa anteriormente conduzido por um dos grupos proponentes deste estudo foi possível perceber a potência das manifestações das crianças, atentas ao que se passa nos espaços em que estão inseridas (HORN, HATTGE E SCHWERTNER, 2021). A estratégia metodológica a ser adotada na investigação é a escuta atenta e sensível de crianças de 6 a 11 anos, estudantes dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, tomando-se como materialidade de análise desenhos, escritas e manifestações orais das crianças em momentos de interação com as pesquisadoras e demais participantes do estudo.
Coordenação: Angélica Vier Munhoz Pesquisador(a):
Angélica Vier Munhoz
Fabiane Olegário
Inauã Weirich Ribeiro
José Alberto Romana Diaz
Fontes Financiadoras:
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul - FAPERGS
Resumo:
A presente proposta está atrelada ao Grupo de pesquisa Currículo, Espaço, Movimento (CEM), cadastrado no Diretório do CNPq e coordenada pela pesquisadora, desde sua criação, em 2013. Como o Grupo CEM e, portanto, a referida pesquisadora está vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Ensino, em meio ao qual tem orientado dissertações e teses, surge a necessidade de olhar para essa área de conhecimento – a área de Ensino. Partindo de procedimentos arquivísticos, em meio aos estudos arquegenealógicos de Michel Foucault (2008), delineia-se as seguintes questões: o que dizem os escopos dos periódicos da área de ensino, podendo se configurar como discursividades da área de conhecimento em Ensino no Brasil? Quais horizontes discursivos os periódicos da área de Ensino têm desdobrado? De que modo dar visibilidade a essa produção discursiva? Considerando que a área de Ensino ainda é bastante recente (criada em 2011), toma-se um segmento da área – periódicos da área de conhecimento Ensino – entendendo que é possível apreendê-lo em sua totalidade empírica e temporal (2011 – 2021). Como as análises são baseadas em recortes discursivos retirados da constituição de um arquivo (escopos dos periódicos da área de Ensino), acredita-se que os resultados poderão dar a ver o que estamos pensando, produzindo, escrevendo, experienciando enquanto área de conhecimento Ensino no Brasil.
Coordenação: Fabiane Olegário Pesquisador(a):
Angélica Vier Munhoz
Sandra Mara Corazza
Maria Idalina Krause de Campos
Karen Elisabete Rosa Nodari
Fontes Financiadoras:
Edital Universal MCTIC/CNPq 2018
Resumo:
A presente proposta é decorrente de uma pesquisa vêm sendo desenvolvida, desde 2013, pelo Grupo de pesquisa Currículo, Espaço, Movimento (CEM/CNPq/Univates), cujo objetivo consiste em compreender e problematizar o modo como os espaços escolares e não escolares vêm produzindo práticas educativas e artísticas, em meio aos processos de ensinar e aprender. Para o projeto que se apresenta, busca-se pensar de que modo os professores da Educação Básica de uma das escolas parceiras da Pesquisa, planejam suas aulas, na medida em que, reinventam procedimentos didáticos, a partir dos arquivos - textos e conteúdos existentes. Através do método da transcriação (CAMPOS, 2013; CORAZZA, 2012, 2013) e dos procedimentos de reinvenção transcriadora (CAMPOS, 2013; CORAZZA, 2012, 2013) o presente projeto de pesquisa pretende investigar as práticas pedagógicas de professores da Educação Básica, a fim de compreender como os professores estão lendo e transformando as matérias do arquivo quando produzem uma aula.
Fundação Vale do Taquari de Educação e Desenvolvimento - FUVATES
Programa Fulbright
Resumo:
O presente projeto tem como objetivo analisar as percepções de jovens egressos da Escola Básica acerca da experiência de ser ensinado, cinco anos após sua saída da escola. Para tanto, por meio de entrevistas e fotoelicitação, os jovens abordarão elementos de sua vida escolar, destacando as marcas da escola e de professores na sua trajetória e indicando caminhos percorridos após a conclusão do Ensino Médio. Com isso, será possível ampliar as discussões sobre os efeitos da escola no encontro de jovens com o mundo do trabalho, identificando ali singularidades e diferenças dessas trajetórias. Junto a estas contribuições, busca-se produzir modos de analisar dados visuais na pesquisa, elaborando produções científicas de investigações em cultura visual.
Coordenação: Fabiane Olegário Pesquisador(a):
Fabiane Olegário
Angélica Vier Munhoz
Karen Elisabete Nodari (Colégio de Aplicação -UFRGS)
Fontes Financiadoras:
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul - FAPERGS
Resumo:
O presente projeto tem como propósito investigar o planejamento docente, a partir de práticas de leitura e de escrita dos arquivos (conteúdos, textos) utilizados pelos professores de Anos Iniciais do Ensino Fundamental de duas escolas da rede pública com o menor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica do Vale do Taquari/RS (segundo o senso de 2019). Para tal proposta investigativa é apresentado o seguinte problema de pesquisa, qual seja: De que modo os arquivos (textos e conteúdos) são lidos e transformados (reescritos) pelos professores no momento da elaboração do planejamento? Ou seja, como os arquivos são utilizados pelos professores? Que arquivos são esses? O que os professores buscam no momento de elaborar o seu plano de aula? A partir desses problemas orbitam outras problemáticas, tais como: O plano de aula é registrado ou fica no campo das ideias? De que modo é feito o registro? Quais os itens que são levados em consideração pelos professores para a redação do planejamento? Dificuldades da turma? Objetivos e Avaliação da aprendizagem? O planejamento de aula é produzido individualmente ou coletivamente? Há orientações gerais e ou específicas da equipe diretiva ou da mantenedora em relação à estrutura do plano de aula? Como os documentos normativos (Plano de Ensino, Projeto Político Pedagógico (PPP), Referencial Curricular Gaúcho (RCG, 2018), Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2017) são contemplados no planejamento docente? De que forma o resultado do IDEB da escola interfere na elaboração do planejamento do professor? Há reflexão docente após a aula? Tal reflexão impacta na elaboração do planejamento? Como? Movido pelo campo problemático acima, a pesquisa considera o planejamento de suma importância para o campo da educação e do ensino, pois é a partir dele que o professor organiza o processo de ensino e acompanha as aprendizagens dos alunos. Por tal razão, é preciso compreender de que modo os professores se relacionam com o planejamento, uma relação que não está dada a priori, ou seja, é preciso construí-la e problematizá-la, a fim de qualificar o ensino e contribuir para uma aprendizagem que faça sentido aos alunos. Mesmo que algumas escolas (realidades) tenham adotado o ensino apostilado, cabe ao professor gerenciar os exercícios pedagógicos e ser protagonista dos processos de ensino. Vale mencionar que este projeto vincula-se ao Grupo de Pesquisa Currículo, Espaço e Movimento (CEM/CNPq/UNIVATES) da Universidade do Vale do Taquari - Univates.
Coordenação: Angélica Vier Munhoz Pesquisador(a):
Angélica Vier Munhoz
Morgana Domênica Hattge
Suzana F. Schwertner
Fabiane Olegário
Cristiano Bedin da Costa – UFRGS
Mariane Ohlweiler - Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS
Betina Guedes - Unisinos
Fontes Financiadoras:
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul - FAPERGS
Resumo:
A partir de autores da Filosofia da diferença, tais como Deleuze e Guattari, Foucault, Nietzsche, entre outros, o presente projeto de pesquisa tem por objetivo investigar os processos de ensinar e aprender, produzidos por práticas educativas e artísticas, em espaços escolares e não escolares. Para tanto, toma como campo de investigação dois espaços de arte: a Fundação Iberê Camargo (Porto Alegre/RS) e o Museu de Arte do Rio (Rio de Janeiro/RJ), e dois espaços escolares - Escola Municipal Porto Novo (Lajeado/RS) e Escola Municipal Agrícola, Florestal e Ambiental (Ilópolis/RS) - com os quais o Grupo de Pesquisa Currículo, Espaço, Movimento (CEM/CNPq/Univates), existente desde 2013, possui parceria. Desse modo, interessa, para o presente projeto de pesquisa, aproximar-se mais intensivamente das noções de ensino e de aprendizagem que permeiam os currículos de espaços escolares e não escolares, assim como pensar tais processos. Diante de tal perspectiva, toma-se como problema de pesquisa as seguintes questões: como a aprendizagem e o ensino estão sendo pensadas nos espaços escolares e não escolares? De que modo os espaços escolares e não escolares produzem práticas educativas e artísticas, em meio aos processos de ensinar e aprender? Partindo de um enfoque qualitativo genealógico e por meio de procedimentos exploratório-experimentais, buscar-se-á acompanhar as atividades educativas e artísticas, oferecidas pelos espaços constituintes do campo empírico da pesquisa, buscando compreender suas lógicas de funcionamento e os modos como produzem suas relações, resistências, imobilidades e seus campos de experimentações.
Coordenação: Angélica Vier Munhoz Pesquisador(a):
Mariane Inês Ohlweiler
Fabiane Olegário
Cristiano Bedin da Costa
Deborah Vier Fischer
Glória Jové Monclús
Fontes Financiadoras:
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq
Resumo:
A presente proposta é decorrente de uma pesquisa que vem sendo desenvolvida desde 2013, pelo Grupo de pesquisa Currículo, Espaço, Movimento (CEM/CNPq/Univates), coordenado por essa pesquisadora, cujo objetivo consiste em compreender e problematizar o modo como os espaços escolares e não escolares vêm produzindo práticas educativas e artísticas, em meio aos processos de ensinar e aprender. Para o projeto que se apresenta, busca-se aproximação com um novo espaço de investigação, a Universidade de Lleida, na Espanha, a qual, por meio de parceria interinstitucional, passa a integrar o campo empírico do Grupo CEM. Nesse sentido, o referido projeto tem como propósito investigar a experiência que vem sendo realizada por essa instituição no que tange à formação de professores para a educação primária. Tal experiência é proposta pela Facultad de Ciencias de la Educación de la Universitat de Lleida, a qual investe em uma formação docente que ocorre na intersecção do Centro de Artes de Lleida, a Faculdade de Ciências da Educação e a escola primária. Assim, com enfoque qualitativo genealógico (FOUCAULT 2000, 2005, 2008, 2012) e por meio de procedimentos exploratório-experimentais (CORAZZA, 2012, 2013), o presente projeto de pesquisa pretende investigar de que modo são produzidas as práticas metodológicas e curriculares que se efetuam entre a arte e educação no Projeto Zona Baixa, da Faculdade de Educação da Universidade de Lleida, bem como compreender as implicações de tal proposta na formação de professores. Além dos autores da Filosofia da Diferença, referencial já utilizado pelo Grupo CEM, busca-se também a aproximação com os referenciais da deriva situacionista de Guy Debord e de outros teóricos situacionistas do século XXI, que dão sustentação à proposta de formação de professores da Universidade de Lleida. Por fim, é a potência dessa proposta curricular, seus processos de ensino e aprendizagem em meio aos encontros entre arte e educação que interessa investigar no referido projeto de pesquisa.