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16 Agosto de 2017

Josep Piqué palestra sobre ecossistemas de inovação na Univates

O Parque Científico e Tecnológico do Vale do Taquari (Tecnovates), vinculado à Universidade do Vale do Taquari - Univates, recebeu, na tarde desta quarta-feira, 16, o presidente da Associação Internacional de Parques Científicos e Áreas de Inovação (IASP, sigla em inglês), Josep Miquel Piqué, para a palestra “Dos Parques Científicos e Tecnológicos aos ecossistemas de inovação - desenvolvimento social e econômico na sociedade do conhecimento”.

O espanhol abordou a relação entre os parques tecnológicos, que formam um ecossistema de inovação e objetivam conectar os mais diferentes atores que podem trabalhar em conjunto no desenvolvimento de novas ideias e tecnologias, sendo responsáveis, muitas vezes, por fazerem a ligação entre startups e empresas já desenvolvidas. “Muitas startups nascem pensando para qual empresa elas podem ser vendidas, pois elas são fontes de inovação para empresas que chamamos de maduras”, afirmou.

Piqué explicou que a inovação se dá em quatro momentos, sendo o primeiro o desafio, que é o ponto de partida para inovar. A partir disso se ocorre a fase de ideias, em que são buscadas formas de resolver o desafio inicial e dinâmicas que primem por informações que possam contribuir para desenvolver o insight. Então opera-se uma fase de desenvolvimento, na qual se opta por qual solução será desenvolvida com o objetivo de resolver o desafio inicial, e, por fim, tem-se a fase de escalabilidade, quando a solução ganha proporções industriais ou comerciais.

Piqué falou ainda sobre open innovation, ou seja, inovações em fonte aberta e acessíveis a diferentes organizações que podem contribuir para melhorar essa inovação ou para aplicá-la em seus processos. O presidente da IASP afirmou ainda que o sistema é aplicável a qualquer empresa e também a instituições públicas, como a cidade de Barcelona, que tinha como objetivo ser uma cidade transparente em relação às contas e processos públicos. “A transparência no governo de Barcelona não era um problema, mas era um desejo do prefeito que a cidade fosse reconhecida assim. Então, cabe à cidade decidir o que ela quer ser para então buscar alternativas para inovar de forma a alcançar este objetivo”, explicou.

Sobre os parques tecnológicos, Piqué observou que cabe a eles dar respostas a problemas públicos e que as universidades são agentes-chave para os processos de inovação, formando, com o setor público e as empresas privadas, a tríplice hélice para a inovação.

A palestra desta quarta-feira foi realizada em parceria com a Rede Gaúcha de Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos (Reginp), com o  Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3714-7000, ramal 5956.

Josep Miquel Piqué
Josep Miquel Piqué é engenheiro de telecomunicações pela La Salle e UPC e tem MBA pela ESADE, da Espanha. Também tem diplomas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), da Universidade da Califórnia-Berkeley e da Universitat Ramon Llull. É presidente da La Salle Technova Barcelona, ​​da Associação Internacional de Parques Científicos e Áreas de Inovação (IASP), da Rede Catalã de Parques Ciência (XPCAT) e vice-presidente da Rede Espanhola de Parques Ciência (APTE).

Texto: Nicole Morás

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