TEORIA DOS DESEQUILÍBRIOS REGIONAIS E A HIPÓTESE DE CONVERGÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO PARA AS REGIÕES BRASILEIRAS

Denis Fernandes Alves

Resumo


Historicamente, estudos sobre desequilíbrios regionais têm sido fundamentais para a compreensão do processo de crescimento e desenvolvimento local, regional e nacional. Nesse sentido, o presente artigo teve como objetivo mensurar os desequilíbrios intra e inter-regionais brasileiros nas últimas três décadas e analisá-los a partir da hipótese de convergência do desenvolvimento introduzida por Williamson (1965). Para tanto, foram utilizadas variáveis censitárias da população nacional e dos estados brasileiros, além da variável renda per capita nos anos de 1991, 2000 e 2010. Os dados, de natureza secundária, foram extraídos do Censo Demográfico, disponibilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o objetivo de capturar traços de redução ou expansão das desigualdades intra e inter-regionais no território brasileiro, utilizando o índice de Williamson. Observou-se que, na escala das grandes regiões, houve uma queda acentuada - na década de 2000 - das desigualdades regionais. Isso representa uma renda per capita nacional mais alta, bem como uma queda na concentração de renda. No entanto, de forma intra regional, houve um aumento nas disparidades presentes nos territórios das regiões Norte e Centro-Oeste, enquanto nas regiões Nordeste, Sul e Sudeste houve uma queda no indicador. Portanto, pode-se concluir que a hipótese de convergência do desenvolvimento regional em algumas regiões não é rejeitada em comparação com outras no período do estudo.

Palavras-chave


Desigualdades regionais; Convergência do desenvolvimento; Índice de Williamson.

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DOI: http://dx.doi.org/10.22410/issn.1983-036X.v27i4a2020.2589

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