REVISÃO: AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DO GLIFOSATO NO ECOSSISTEMA AGRÍCOLA E SUA TOXICIDADE PARA A SAÚDE HUMANA

Peterson Haas, Lucélia Hoehne, Daniel Kuhn

Resumo


As ervas consideradas invasoras acarretam em 34% a redução da produtividade rural, por meio da competição por recursos presentes no solo, espaço físico e, inclusive, luminosidade. Portanto, a utilização de técnicas com o intuito de realizar o controle agrícola se torna necessária, seja por meio de práticas manuais e mecânicas ou através da aplicação de herbicidas, em que cerca de 60% do comércio mundial desses são à base de glifosato. No entanto, existem efeitos colaterais devido ao uso desses produtos. Dessa forma, o objetivo deste trabalho é fazer uma revisão sobre os efeitos do glifosato em relação ao ecossistema e à fisiologia vegetal, além de expor seus malefícios à saúde humana. Como resultados, verificou-se que o princípio-ativo é um agente não seletivo, pós-emergente e sistêmico e sua eficiência é atribuída devido ao seu mecanismo de ação que inibe a enzima 5-enolpiruvilshikimate-3-fosfato sintase, uma molécula essencial para a síntese de metabólitos secundários na via do ácido chiquímico. Embora seres-humanos e demais animais, em geral, não produzem os metabólitos secundários da via do ácido chiquímico, não se atribui toxicidade aguda ao glifosato. Contudo, verifica-se que, em virtude do aumento da resistência de ervas ao agente, eleva-se a dosagem de aplicação, propiciando biocumulação no solo e na própria cultura vegetal que o ser humano ingere posteriormente, absorvendo o contaminante. Portanto, observa-se que a atual legislação brasileira deve intervir através de trâmites que determinem doses máximas do glifosato em lavouras, estando em consonância com os limites de ingestão diária do composto de modo a reduzir os efeitos do glifosato na saúde humana e no ecossistema.

Palavras-chave


Glifosato, Controle Agrícola; Resistência de Ervas; Toxicidade Crônica.

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DOI: http://dx.doi.org/10.22410/issn.2176-3070.v10i4a2018.2014

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