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28 de abril de 2017 | imprensa@univates.br

Univates elabora curso de Engenharia Biomédica

Ainda que distante, a virada do ano irá marcar algumas mudanças na Univates, entre elas a ampliação da grade dos cursos de graduação. A partir do primeiro semestre de 2018 o curso de Engenharia Biomédica deve estar entre as opções de escolha dos vestibulandos. Considerada como a “profissão do futuro”, a área é marcada pela ligação entre a saúde e a área tecnológica.
 
Reitor da Univates, Ney Lazzari afirma que a ideia da implementação do curso surgiu após uma viagem para a China, pois, na University of Shanghai for Science and Technology-USST, de Xangai (um dos possíveis parceiros no oferecimento deste curso de graduação), teve contato e pode conhecer a demanda da profissão. “As áreas de saúde e tecnologia vão crescer muito nos próximos anos. A graduação em engenharia biomédica alia justamente esses dois ramos profissionais, buscando trabalhar o aperfeiçoamento de equipamentos e processos e sua aplicação na área médica”, afirma o reitor.
 
Dividido em três grandes áreas de aplicação o curso abrangerá a engenharia clínica, com maior foco, não deixando de lado as áreas de engenharia biomecânica e médica. Os profissionais formados terão atuação voltada para o desenvolvimento e manutenção de equipamentos médico-hospitalares, fabricação de próteses, geração de biomateriais, instalação de ambientes hospitalares, calibragem de equipamentos e desenvolvimento de materiais médicos. “O Engenheiro Biomédico irá fazer a interlocução entre as diferentes partes que envolvem a medicina, buscando a adequação de um ambiente em que se possa trabalhar da forma mais eficiente e segura possível”, afirma Daniel Lehn, diretor do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (Cetec) da Univates. 
 
Diferencial do curso
O diretor destaca que o curso da Univates irá oferecer um diferencial curricular. Além do tradicional TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), os estudantes terão de realizar a disciplina de Projeto Biomédico, na qual serão desafiados a desenvolverem uma ideia inovadora na área de engenharia clínica. 
 
Um diferencial para a região
Conforme o reitor da Univates, a implementação do curso pode contribuir também para o desenvolvimento da qualidade de vida da região. “Atualmente não temos muitos profissionais dessa área no estado. A aquisição de qualquer equipamento ou instrumento precisa ser importado. Se conseguirmos atrair, ou criar, empresas da área, teremos um grande diferencial regional. A ideia não é mudar o perfil econômico do Vale do Taquari, mas agregar novas possibilidades”, afirma Lazzari.
 
Parceria
Em junho dois professores da Univates irão realizar um período de imersão na Universidade chinesa para verificar as potencialidades de parcerias a serem firmadas com a Instituição. “A Universidade de Xangai possui convênio com outras Universidades do mundo e nós seremos a primeira na América Latina. A ideia é que depois alguns professores de lá venham à Univates para que possamos realizar trabalhos e pesquisas em parceria”, salienta o reitor . 
 
Medical Valley no RS
Em outubro de 2016 o governo do Estado do Rio Grande do Sul avançou nas tratativas para a instalação de um Medical Valley - um dos complexos mais ricos para engenharia aplicada à medicina no mundo - no RS. Com parcerias importantes, o complexo consegue  integrar as áreas da medicina e da engenharia para desenvolver projetos de tecnologia e inovação na área da saúde. “No contexto geral existe uma inclinação do estado em investir nessa área. A proposta da instalação do Medical Valley mostra claramente que o RS pode se tornar uma referência nessa área. Então estamos andando lado a lado com esses objetivos”, afirma Lehn.
 
O tema em debate na Univates
Além dos limites da sala de aula, a engenharia biomédica também será tema de debate ainda em 2017. Segundo o coordenador do Cetec, um evento está sendo programado com a presença de profissionais que são referência da área no Brasil. “Não vamos só falar do curso da Univates. Será uma forma de esclarecer dúvidas sobre essa profissão e colocar o assunto em foco como um todo na Instituição”, explica.
 
Texto: Artur Dullius
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