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14 de março de 2017 | imprensa@univates.br

1ª Jornada Linguagem e Cognição inicia nesta quinta-feira

Nesta quinta-feira, dia 16, iniciam as atividades da 1ª Jornada Linguagem e Cognição, que tem como objetivo aprofundar o estudo da linguagem na perspectiva da cognição. O evento é voltado a estudantes dos cursos de Letras e demais licenciaturas e de Medicina e outros cursos da área da saúde da Univates; aos professores das redes pública e privada de educação do Vale do Taquari, além de demais interessados em discutir as temáticas propostas na programação.
 
A primeira a atividade será ministrada pela professora Kári Lúcia Forneck, doutora em Linguística e coordenadora do curso de Letras da Univates. Ela abordará o tema “Linguagem e cognição: processamento da compreensão”. A atividade ocorre no auditório do Prédio 16, a partir das 17h30min, e as inscrições podem ser feitas pelo site www.univates.br/agenda/eventos.
 
A Jornada ainda contará com mais sete atividades durante o semestre, que discutirão temas como a literatura para crianças, consciência fonológica, a neuropsicologia da dislexia (dificuldade na aprendizagem de leitura e escrita) e processos de ensino e aprendizagem para pessoas com autismo. O cronograma completo pode ser conferido aqui.
 
A programação é organizada por meio do projeto de extensão Veredas da Linguagem. Conforme a coordenadora do projeto, Grasiela Kieling Bublitz, a Jornada vincula diferentes áreas do conhecimento, tendo como fio condutor a linguagem. Para a professora, é importante trabalhar a linguagem na perspectiva da cognição e vinculá-la a ações de saúde, especialmente ao trabalho de recuperação e tratamento de alunos com dislexia ou dificuldades de leitura e escrita.
 
Coordenador do eixo que trabalha linguagem e cognição dentro do Veredas da Linguagem, o professor de Semiologia Neurológica João Vicente do Espírito Santo explica que a Jornada pretende capacitar os alunos que participam do projeto para que possam, atuando junto às escolas, identificar as crianças com dificuldade de aprendizado. A partir desse diagnóstico, poderão ser trabalhadas estratégias para o reforço no ensino.
 
“Nesse eixo, visamos aprender os mecanismos neurológicos que possibilitam o aprendizado, a aquisição da linguagem e seus distúrbio”, diz Espírito Santo, ao explicar que o neuroaprendizado tem evoluído com os métodos de investigação por imagem. “Antônio Damásio (médico neurologista português) e inúmeros outros neurocientistas têm nos possibilitado conhecer melhor o cérebro e com isto podemos compreender como se dá o aprendizado e como podemos melhorá-lo”, coloca.
 
Texto: Tiago Silva
 
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