Protagonismo feminino

Postado em 07/03/2017 17h23min

Por Nicole Morás

Ser mulher já significou fazer protesto em Nova Iorque para reivindicar melhores condições de trabalho e remuneração. Também já significou não ter direito a voto ou direito de acesso ao Ensino Superior. Desde 1977, quando o Dia Internacional da Mulher foi adotado pela Organização das Nações Unidas (ONU), algumas situações já mudaram, outras ainda merecem debate e conscientização. Na Univates, porém, este 8 de março é dia de destacar o protagonismo feminino, afinal, elas são maioria na pesquisa, na sala de aula e nos cargos administrativos.

De acordo com o reitor Ney José Lazzari, as mulheres estão à frente em áreas vitais da Univates, como marketing, planejamento, inovação, empreendedorismo, pesquisa, avaliação etc. “As mulheres hoje não estão alcançando posições masculinas, elas estão simplesmente ocupando seus espaços. Em uma Universidade, a alocação das pessoas e a distribuição dos cargos não podem se dar por gênero, raça ou por qualquer outro critério que não seja o de ter a qualificação e o conhecimento necessários para exercer a função. Ambientes mistos são mais leves, mais produtivos e melhores lugares para se trabalhar: a sensibilidade e a perspicácia, inerentes às mulheres, fazem com que os homens sejam menos duros e frios nas decisões que têm que ser negociadas e tomadas no dia a dia”, analisa ele.

Em sala de aula, as mulheres são a maioria dos estudantes da Instituição, representando 56,32% dos alunos - número que chega a 66,5% nos cursos de pós-graduação. Além de serem maioria também na área administrativa, merece destaque o fato de que grande parte dos cargos de chefia é ocupada por mulheres. Nos cargos de direção, por exemplo, o número de mulheres atinge 75% das vagas, como na Diretoria de Inovação e Sustentabilidade (Dins), que é comandada pela professora doutora Simone Stülp.

Sua trajetória teve início na Univates há 17 anos, inicialmente como professora do curso técnico em Química. Em 2001, Simone começou a atuar como docente em diferentes cursos de graduação, como Química Industrial, Farmácia, Engenharias, entre outros. Atualmente, é docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ambiente e Desenvolvimento e do Programa de Pós-Graduação em Sistemas Ambientais Sustentáveis. Na área de gestão universitária, também já atuou em diferentes níveis e atividades. Foi coordenadora do curso técnico em Química e do curso de Engenharia Ambiental. Foi pró-reitora de Pesquisa, Extensão e Pós-Graduação, coordenadora científica e diretora administrativa do Tecnovates, estando atualmente à frente da Dins. Externamente, tem exercido a partir deste ano a presidência do Conselho Superior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs).

Para Simone, ser mulher e estar à frente de uma área voltada à inovação representa “o que podemos chamar de um bom desafio. A área de inovação, principalmente a dedicada ao desenvolvimento tecnológico, ainda é um terreno bastante masculino. Mas essa realidade modificou-se muito nos últimos anos”. Simone comenta que já encontrou algumas barreiras durante sua trajetória profissional por ser mulher, mas considera que muitas questões foram alteradas em função de sua atitude frente ao trabalho. “Não podemos fechar os olhos, pois em alguns setores o preconceito ainda existe. Discutir o tema pode auxiliar na mudança desse tipo de postura. E estamos prontas para ocupar cada vez mais espaços”, finaliza ela.

Cargos de chefia
- Pró-Reitoria: duas mulheres e dois homens -  50% mulheres
- Direção: seis mulheres e dois homens - 75% mulheres
- Gerência: dez mulheres e seis homens - 62,5% mulheres
- Coordenação: 43 mulheres e 40 homens - 51,8% mulheres
- Pesquisa: 37 mulheres e 21 homens - 63,79% mulheres
- Docência: 243 mulheres e 280 homens - 46% mulheres

Quadro técnico-administrativo (sem cargos de chefia)
60,2%  são mulheres

Estudantes
Total: 56,32% são do sexo feminino
Graduação: 55,90% são do sexo feminino
Cursos técnicos: 47% são do sexo feminino
Educação Continuada: 61,67% são do sexo feminino
Pós-graduação lato e stricto sensu: 66,50% são do sexo feminino

Texto: Nicole Morás

Assessoria de Imprensa

Simone Stülp é diretora de Inovação e Sustentabilidade da Univates

Tuane Eggers

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